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Concursos de projeto

Recentemente aconteceu um concurso para projeto do novo Museu da Imagem e do Som no Rio de Janeiro.

Não li muito sobre o processo do concurso, seu edital nem nada. Vi apenas as imagens dos finalistas, gostei mais de uma das opções que infelizmente não foi a vencedora.

O que me chamou a atenção foi ver projetos tão diferenciados num concurso nacional. Achei o porte das idéias com cara de projetos que se vê construídos apenas fora do Brasil.

Será que a obra vai pra frente ou vai ser mais um entre tantos projetos que ganham um concurso mas não saem do papel?

Mais informações aqui

E o projeto vencedor foi do escritório americano Diller Scorfidio + Renfro

O meu favorito, sem maiores aprofundamentos na qualidade do projeto foi o proposto pelo Brasil Arquitetura, achei boa a idéia da bola espelhada, tem uma relação legal com o entorno, os passantes e seu reflexo na bola… afinal é um museu da IMAGEM.

MIS - RJ - Brasil Arquitetura

MIS - RJ - Brasil Arquitetura

O que me entristece nisso tudo é ver que em sites sobre concursos de arquitetura pouco se vê de comentários construtivos e com elogios. Será que o ego dos nossos arquitetos é tão grande que são incapazes de falar bem de um projeto que não seja seu?

Uma pirueta

Esse vídeo apareceu essa semana no Uol.

Não dá pra imaginar como isso pode ter acontecido.

Yport – França

O assunto desse post foi indicado pela amiga Gaborin e como hoje é aniversário dela, fica já aqui o Parabéns e o desejo de muitas felicidades!

A matéria original veio do site MoCoLoCo.

Imaginem uma casa aconchegante, num lugar ensolarado e que tem muitas janelas para entrada da luz solar. Bacana né? O Projeto é, segundo o site dos autores a rehabilitação e ampliação de uma casa. Pelo vídeo-animação que eu vi, não está ainda concluído.

Shelter House by Franklin Azzi

Shelter House by Franklin Azzi

A casa é super ‘atual’, com estrutura inteira de madeira, sistema de recuperação de água e painéis solares para captação de energia. O revestimento externo é todo com tijolinhos aparentes.

Dados do projeto
architecte : Franklin Azzi Architecture
superficie : 60m²
superficie do terreno: 1600m²
custo estimado da obra: 150 000 euros
date : decembre 2007

Agora uma observação que eu não posso deixar de fazer: esse é apenas mais um, entre tantos projetos, que tem amplas aberturas para entrada da luz solar o que gera uma considerável economia de energia durante o dia e um aquecimento dos ambientes internos sendo menor a necessidade do uso de aquecedores durante a noite. Outro item que eu gostaria de ressaltar são os painéis solares. Um investimento que alguns julgam ‘caro’ no momento da obra, mas que, ao londo dos anos é avaliado em grande economia nos gastos com energia elétrica.

Visite também: http://www.franklinazzi.com

Design Boom – ótimoas fotos do período da obra e da animação 3d do processo todo.

Architecturelab – mais fotos. Aqui dá pra ver bem o ‘diálogo’ entre o tijolo e a madeira.

Fazendas verticais

Eu nunca tive a intenção de fazer desse blog um divulgador de “arquiteturas sustentáveis”, acontece que essa é a palavra mágica do momento e as matérias que alguns amigos me mandam indicando assuntos para o blog estão todas relacionadas a esse assunto.

Recebi hoje o link de uma matéria no site da PINI sobre ‘fazendas verticais’. O texto fala sobre dois projetos arquitetônicos, um canadense e outro norte americano para edifícios autossutentáveis (termo da própria matéria). Seriam edifícios com formas diferenciadas destinados a produção de alimentos (hortas e pomares), criação de animais e que teriam a capacidade de gerar sua própria energia.

Sem qualquer análise mais profunda a respeito da qualidade arquitetônica, estrutural e funcional dos projetos coloco aqui uma questão: ao invés de projetar/construir esse ‘mundo novo’, não seria mais fácil adaptar fábricas e produtos já existentes para obter uma menor emissão de carbono na atmosfera? Esse novos edifícios não poderiam, quem sabe, trazer consigo novos e talvez maiores problemas ambientais?

Para quem quiser conhecer mais basta pesquisar por Dragonfly Vertical Farm ou Harvest Green Project.

Ou clicar aqui, aquiaqui e aqui

Sustentabilidade

Hoje me deparei com um texto muito bom no site Planeta Inteligente – Terra sobre sustentabilidade em edifícios. Explica tão bem a relação custo obra – custo manutenção que eu vou colocá-lo na íntegra aqui no blog. Qualquer tentativa de resumo seria prejudicial para o entendimento.

Texto de Antonio Alonso, originalmente postado aqui.

A tendência dos prédios verdes

Antonio Alonso

Aos poucos, as “construções sustentáveis” começam a ser uma tendência, e por uma razão muito simples: geram menos despesa. Podem até custar mais caro no começo, mas reduzem consideravelmente os gastos com o tempo no uso e na manutenção.

Para ser considerado um “prédio verde” e conseguir o selo Leed há alguns pré-requisitos básicos, como o uso de iluminação natural, a gestão de perdas e resíduos, a administração do consumo de água e energia elétrica, o uso de materiais renováveis, a qualidade interna do ambiente e as idéias inovadoras. Após a análise, a construção recebe uma nota que varia de 0 a 69 pontos, nas categorias ouro, prata e verde.

Um dos quesitos mais importantes é a localização do empreendimento. O terreno não deve ser contaminado por substâncias tóxicas e precisa ter uma boa infra-estrutura local, principalmente de transporte público. As construções também devem reservar espaço para estacionamentos de bicicletas e incentivar ações ecológicas, como a reserva de vagas perto dos elevadores para quem der carona e para veículos de baixa emissão de carbono.

O processo para conseguir o certificado Leed aumenta em aproximadamente de 5% a 10% o custo de uma obra convencional. O selo vale para diversos países. Os projetos são enviados para o World Green Building Council, nos Estados Unidos, e depois são acompanhados pelos escritórios regionais. O certificado é emitido seis meses após a entrada em operação do empreendimento.

Um dos projetos que virou modelo em São Paulo de construção sustentável é o Rochaverá Corporate Towers, às margens do Rio Pinheiros. Uma das características que contou a favor foi o sistema de uso da água da chuva. Absorvida nas coberturas das torres e nos ralos em toda a área do empreendimento, a água é encaminhada para um depósito, de onde o líquido é bombeado novamente para a superfície, irrigando os jardins.

Primeira a possuir um selo na América do Sul, a agência do Banco Real de Cotia tem um sistema parecido e reutiliza toda a água da chuva nos vasos sanitários. Ali, 100% do esgoto é tratado e ainda serve para regar os jardins. Além disso, painéis fotovoltaicos garantem o fornecimento de energia – a luz solar é armazenada e utilizada para abastecer os caixas eletrônicos de auto-atendimento.

O World Green Building Council também analisa a qualidade de todo o material usado nos canteiros de obras, avalia se é renovável e qual a sua procedência. O Laboratório de Análise Clínicas Delboni Auriemo, também de São Paulo, por exemplo, que tem o selo prata, constrói suas unidades com madeira certificada e todo o material de construção é comprado em um raio de 800 quilômetros da capital.”

Texto bem explicado com ótimos exemplos escolhidos!

Olhando pro alto

Recebi há umas semanas alguns emails do Trecker com a indicação de sites diversos com matérias sobre arquitetura. Deixei separados na caixa do email para ir colocando aqui aos poucos, pesquisar algo a respeito de cada um, enfim!

A postagem de hoje vem desse site aqui.

Acabei de ver a postagem toda com minha mãe ao lado e estava pensando no que escrever. Não consegui pensar em nada. O choque é tão grande que só consigo pensar em “noooossa”, “caramba que lindo”, “mãe olha essa foto….”.

Visitem o site que vale MUITO a pena. Agradeço ao Sr. Trecker pela indicação.

Isso me lembra duas situações:

1ª eu, numa pizzaria completamente desligada do mundo, observando a estrutura em madeira do telhado, quando minha mãe chama minha atenção para que eu me contivesse, o garçom estava me achando maluca.

2ª cheguei na nova rodoviária de Jundiaí há anos atras e peguei a máquina emprestada de uma amiga para tirar umas fotos da cobertura. Dias depois recebo o email “não entendo a graça em tirar fotos de tetos por ai, mas aí estão suas fotos.”

Pra quem estava pensando que a crise no mercado imobiliário não ia passar nunca, vêm por aí boas notícias.

O pacote do governo que está ‘na moda’ no momento é o Minha Casa Minha Vida, com foco na produção de habitação para a população de baixa renda, ou imóveis econômicos, ou imóveis baixo custo, ou…! Cada construtora usa um nome para o mesmo tipo de projetos. Já é possível construir casas com dois quartos, sala, banheiro e cozinha em apenas 20 dias com R$35.000,oo.

Em reportagem do Portal Exame:

“Além de mais acessíveis, as casas são sustentáveis, já que podem ser construídas com concreto de demolição reciclado. O barateamento dos imóveis é uma condição para atrair consumidores de baixa e média renda que podem se beneficiar dos financiamentos e subsídios oferecidos pelo governo federal no programa Minha Casa, Minha Vida.

Para estudar os sistemas disponíveis, o governo e a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) visitaram Israel e conferiram o modelo utilizado pelo país. Há a expectativa de que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) passe a financiar a construção de fábricas de casas a serem instaladas próximas aos locais onde serão construídos grandes empreendimentos imobiliários do pacote habitacional.”

Telhados brancos

Thassanee Wanick, a consulesa da Tailândia está encabeçando uma campanha inovadora para ajudar o meio ambiente. Ela não está recolhendo latinhas, despoluindo rios nem aumentando o horário do rodízio. Ela ’simplesmente’ está incentivando as pessoas a pintarem os telhados de suas casas com cores claras. A idéia faz parte da campanha One Degree Less (um grau a menos) da ong Green Building Council Brasil.

Segundo a Thassanee “”Um telhado branco de 100 metros quadrados compensa a emissão de gás carbônico anual de uma casa”, estima ela, com base em dados do laboratório americano Lawrence Berkeley, ligado à Universidade da Califórnia. Por refletirem a maior parte dos raios solares, tetos com cores claras diminuem a temperatura interna dos edifícios e, assim, fazem com que geladeiras e aparelhos de ar condicionado consumam menos energia. “É o mesmo princípio que faz alguém sentir mais calor com roupa preta do que vestido de branco”, explica o físico José Goldemberg, ex-ministro de Ciência e Tecnologia.” [fonte Revista Veja SP]

Me parece uma ação relativamente fácil, com um custo consideravelmente baixo e que pode, segundo os cientistas, provocar uma mudança importante no mundo em que vivemos. Ainda mais fácil seria aplicar essa idéia de cores claras às novas edificações, incluir essa idéia já na fase de planejamento do projeto para fazer parte do orçamento e custos da obra. Cada vez mais existem edificações na cidade que são pensadas para uma maior eficiência energética (menos gastos) e menor impacto ambiental.

Pra quem interessar, o Banco Real oferece um conjunto de 6 pequenas apresentações de slides sobre sustentabilidade onde explicam alguns conceitos básicos sobre o assunto tratando do exemplo da agência Granja Viana.  Assunto para um próximo post. [http://www.bancoreal.com.br/sustentabilidade/]

Luz e Sombra

Uma das primeiras coisas que se aprende ao entrar na faculdade de arquitetura é desenho a mão livre. Ainda que se use muito pouco disso no dia-a-dia da vida profissional, é comum no primeiro ano da faculdade existirem matérias como desenho livre, artes plásticas, pintura, entre outras. Uma dificuldade de grande parte dos alunos é trabalhar com luz e sombra porque não estamos acostumados a olhar os objetos com tanta intensidade e reparando nas nuances de cor, pequenas diferenças entre um cinza claro e um cinza escuro; diferenças essas fundamentais na hora de desenhar em p&b.

Na aula os exercícios são dados geralmente com um objeto simples, às vezes colorido, sobre uma mesa branca. Há professores que colocam uma luminária focando o objeto para marcar melhor as diferenças entre claro/escuro. Outros não facilitam em nada dizendo ‘usem a luz da própria sala (fraca e longe do objeto).

Recentemente tive a oportunidade de passar uma tarde em Brasília. Em algumas poucas horas tire muitas fotos, algumas, sem modéstia alguma, bem boas! E sabem por quê? Porque a luz de Brasília sobre os prédios de Niemeyer dão uma cena mais fantástica que a outra. Uma aula perfeita de luz e sombra. Uma dificuldade tremenda pra se fotografar determinados ângulos e prédios, mas no geral, um t

rabalho bem proveitoso.

Edifícios de grandes dimensões e pintados de branco, são uma verdadeira cilada para fotógrafos pouco experientes (como eu), a luz é muito dificil mas a experiência é válida. Pra quem puder passar por lá com mais tempo, recomendo levar algumas folhas em branco e lápis (HB, 2B, 6B). E bom divertimento.

Congresso Nacional

Congresso Nacional

Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida

Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida

Catedral e seu espelho d'água

Catedral e seu espelho d'água

Congresso Nacional

Congresso Nacional

Casa da piscina

Sim está escrito certo. Não é apenas uma casa com piscina, ou uma casa na beira da piscina. É uma casa especialmente para a piscina.

O projeto é do escritório Hariri & Hariri Architecture e chama-se Wilton Poolhouse. A estrutura da ‘casa’ conta com um spa, chuveiros (interno e externo), uma varanda que funciona como sala de refeições e uma grande sala de estar fechada com vidros que permitem a total integração com a área externa.  Também há uma cozinha e um bar. O piso externo é de pedras e mármore travertino, enquanto o teto interno da casa foi revestido com madeira de Ipê – brasileiro – propiciando um ambiente mais aconchegante. Não poderia faltar, num canto da sala de estar, uma lareira para o inverno e os marshmallows.

Localização: Wilton, Connecticut, EUA

Área total: 3.5 acre

Data de conclusão: 2007

Mais fotos no site do próprio escritório Hariri & Hariri

vista no final da tarde - um clássico em fotos de arquitetura

vista no final da tarde - um clássico em fotos de arquitetura

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