Hoje me deparei com um texto muito bom no site Planeta Inteligente – Terra sobre sustentabilidade em edifícios. Explica tão bem a relação custo obra – custo manutenção que eu vou colocá-lo na íntegra aqui no blog. Qualquer tentativa de resumo seria prejudicial para o entendimento.
Texto de Antonio Alonso, originalmente postado aqui.
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A tendência dos prédios verdes
Antonio Alonso
Aos poucos, as “construções sustentáveis” começam a ser uma tendência, e por uma razão muito simples: geram menos despesa. Podem até custar mais caro no começo, mas reduzem consideravelmente os gastos com o tempo no uso e na manutenção.
Para ser considerado um “prédio verde” e conseguir o selo Leed há alguns pré-requisitos básicos, como o uso de iluminação natural, a gestão de perdas e resíduos, a administração do consumo de água e energia elétrica, o uso de materiais renováveis, a qualidade interna do ambiente e as idéias inovadoras. Após a análise, a construção recebe uma nota que varia de 0 a 69 pontos, nas categorias ouro, prata e verde.
Um dos quesitos mais importantes é a localização do empreendimento. O terreno não deve ser contaminado por substâncias tóxicas e precisa ter uma boa infra-estrutura local, principalmente de transporte público. As construções também devem reservar espaço para estacionamentos de bicicletas e incentivar ações ecológicas, como a reserva de vagas perto dos elevadores para quem der carona e para veículos de baixa emissão de carbono.
O processo para conseguir o certificado Leed aumenta em aproximadamente de 5% a 10% o custo de uma obra convencional. O selo vale para diversos países. Os projetos são enviados para o World Green Building Council, nos Estados Unidos, e depois são acompanhados pelos escritórios regionais. O certificado é emitido seis meses após a entrada em operação do empreendimento.
Um dos projetos que virou modelo em São Paulo de construção sustentável é o Rochaverá Corporate Towers, às margens do Rio Pinheiros. Uma das características que contou a favor foi o sistema de uso da água da chuva. Absorvida nas coberturas das torres e nos ralos em toda a área do empreendimento, a água é encaminhada para um depósito, de onde o líquido é bombeado novamente para a superfície, irrigando os jardins.
Primeira a possuir um selo na América do Sul, a agência do Banco Real de Cotia tem um sistema parecido e reutiliza toda a água da chuva nos vasos sanitários. Ali, 100% do esgoto é tratado e ainda serve para regar os jardins. Além disso, painéis fotovoltaicos garantem o fornecimento de energia – a luz solar é armazenada e utilizada para abastecer os caixas eletrônicos de auto-atendimento.
O World Green Building Council também analisa a qualidade de todo o material usado nos canteiros de obras, avalia se é renovável e qual a sua procedência. O Laboratório de Análise Clínicas Delboni Auriemo, também de São Paulo, por exemplo, que tem o selo prata, constrói suas unidades com madeira certificada e todo o material de construção é comprado em um raio de 800 quilômetros da capital.”
Texto bem explicado com ótimos exemplos escolhidos!